segunda-feira, 21 de março de 2011

Primeira proposta de trabalho

Como primeira proposta de trabalho para a disciplina de Design e Comunicação Visual, foi sugerido a escolha de uma música e a posterior criação de uma capa e CD totalmente inspirados na interpretação pessoal da letra da música escolhida.
A música seleccionada foi a “Wonderwall” dos Oasis. A partir da letra, teríamos que seleccionar expressões ou palavras-chave que foram: roads, lights, way, wonderwall, blinding, fire e “And all the lights that light the way are blinding”.
Ao contrário da maioria, e excepcionalmente, este trabalho foi feito manualmente. O desenho, que mais à frente explicarei, foi concebido num quadrado de papel de 12,1cm (conforme o pedido). Esse papel foi depois parte integrante de um compartimento de madeira com uma base quadrangular e “tampa” circular com 11,5cm de diâmetro:





Já o desenho em si começou por ter como inspiração esta imagem:

A partir daqui começamos a fazer o desenho que teve como primeiro esboço esta imagem:

Que evoluiu para esta representação:



No desenho, vemos duas linhas formarem um caminho que, juntamente com as árvores despidas, se prolongam até se confundirem com o horizonte, onde se encontra um círculo que representa o planeta Terra e é o único elemento com cor em todo o desenho (wonderwall).
Ainda no caminho, vemos também prolongarem-se pequenas formas rectangulares brancas que tornam mais real o conceito de estrada (road, way).
No primeiro plano vemos, bem demarcado e destacado a branco (fire), um vulto que se vê sozinho em todo aquele espaço que se caracteriza triste, sombrio e escuro, por força dos tons que imperam através das árvores e da estrada.
O resto do desenho perde-se no branco, no vazio, no incerto.
E é nesta miscelânea de tons cores e significados que se liga o verso (que inclui algumas das palavras chave) : “And the lights that light way are bliding” – E todas as luzes que iluminam o caminho cegam-me. Cegam e tornam o caminho até à protecção, à salvação (planeta terra – wonderwall) difícil, duro e até intimador. Joga-se assim num contraste entre o peso deste cenário sombrio com o horizonte e a luz, a cor que caracteriza o fim de toda uma luta e o fim de todo um caminho árduo.
No fundo, o vulto, a figura, encontra-se na tremenda necessidade de ir de encontro a si mesmo, àquilo que ele é e que lhe pertence, tendo para isso que usar toda a sua força para derrubar e ultrapassar todo o ambiente negativo que o envolve e chegar à tranquilidade e segurança.
Concluída a parte manual,passou-se para a parte digital com a ajuda do programa Freehand.
Primeiro,o quadrado:



Depois os dois círculos,um deles com uma outra pequena forma circular no seu centro representando o CD:




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